02 agosto, 2010

Por todas as Sakineh Ashtiani e Anabelas !

           Sakineh Ashtiani, que foi condenada à morte por apedrejamento, segundo a lei da Sharia em vigor no Irão e nos países islâmicos por crime de adultério. Enviou uma mensagem ao mundo, agradecendo a campanha mundial que decorre no sentido de pedir a sua libertação. O texto foi lido em Londres na passada Sexta-feira, por representantes das ONG’s que lançaram a campanha que conta com 141 mil assinaturas, embora a maioria não tenha validade, dado o receio das pessoas em colocar a sua verdadeira identidade. Também na Sexta-feira as ONG’s lançaram um apelo pelo fim da perseguissão ao seu advogado Mohammed Mostafaei, que se encontra fugido depois de ver decretada a sua prisão, encontram-se já presos a sua mulher e um cunhado.




"Estou agora quieta e triste porque uma parte do meu coração está congelada. Muitas noites, antes de dormir, penso:"como é possível que alguém esteja preparado para atirar pedras em mim, mirar meu rosto e mãos?"
Diz Sakineh, na sua mensagem.


É horroroso o que se passa nos países islâmicos, relativamente aos direitos humanos, não menos também horrorosos os crimes contra as mulheres que pelo nosso país surgem com grande frequência notícias de verdadeiras desgraças, que culminam em assassínios. Perante a ineficácia da lei portuguesa, ou perante a tolerância ( o mesmo que cumplicidade ) de todos nós. Segundo notícia do  Jornal de Notícias há dias, ou melhor no passado dia 15 de Julho, "Anabela Batalha, de 44 anos, professora do Ensino Básico na Escola de Chãos-Velhos, tinha ido à moradia do casal, na companhia de uma amiga, para recolher mais alguns pertences, uma vez que desde há algum tempo que vivia em casa de uma amiga, na companhia de dois dos filhos, de dez e oito anos."

Cansada das constantes agressões do marido, para com ela e os três filhos, Anabela Batalha, de 44 anos, ganhou finalmente coragem e no domingo de manhã denunciou o marido, José, à GNR de Gaia. O agressor foi detido, ouvido por um juiz no dia seguinte e saiu em liberdade. Três dias depois de ser solto, José, de 43 anos, matou a professora primária com dezenas de facadas na sua casa em Arcozelo.

Também o companheiro de Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, foi detido, na passada sexta-feira, por posse ilegal de armas. Que lhe foram encontradas, na sequência de uma busca à residência depois de Isaura o ter denunciado por agressões.

Fonte próxima da família citada pela edição online do Jornal de Notícias, revelou que há já vários anos Isaura Morais era vítima de violência física e «tortura psicológica». Na passada sexta-feira, sentiu a sua vida ameaçada e decidiu apresentar queixa na polícia.


Todas estas agressões, quando denunciadas, se a vítima não for convenientemente protegida acabam por redundar em assassínios, que é o que se tem visto acontecer. Esperemos que a Isaura se saiba proteger, ( parece que como é autarca, tem direito a segurança ) pois tanto quanto soubemos ocompanheiro foi colocado em liberdade, com termo de identidade e residência... mais nada!

É evidente que não sou apologista de se prender logo o homem sem provas relativamente à acusação, mas tenho notado que nos casos que têm culminado em tragédias, as evidências e os testemunhos eram muitos e nada se fez para proteger essas mulheres! Afinal com que lei e com que justiça podemos contar para nos socorrer?

Deixo aqui o meu apelo, por todas as Sakineh e todas as Anabelas, sejamos solidários e denunciemos o que está mal, lutemos efectivamente por mais justiça e sobretudo pelo cumprimento dos DIREITOS HUMANOS.

Leia mais sobre Anabela Batalha em Correio da Manhã

25 julho, 2010

Amor de mãe eterno - O Sonho

Luízinho no hospital5

Meu amor...
Que saudade tenho,
por não te ver.
Sinto uma grande dor,
uma enorme perda.
Mesmo sabendo, que não sobreviverias,
lá no fundo,
acreditava que viverias,
aínda tinha uma réstea de esperança e de fé!
Que se desvaneceu, na realidade.
Uma realidade, crua e dura!
Que desespero senti ao saber,
que te iria perder,
por toda a minha vida.
Choravas, sofrias
meu sofrimento, acompanhava o teu
no silêncio da amargura, de te não dar a perceber!
Amei-te e acarinhei-te,
até ao último suspiro da tua vida.
Ontem meu coração sorriu,
com as tuas doces palavras...
Contigo eu sonhei!
- Minha mãe querida,
  sei que estás a sofrer, mas não fiques triste,
  porque agora consigo te ver,
  eu estava a sofrer e sei que sofrias comigo,
 mas não sofras mais minha mãe,
 que todos os dias eu estarei contigo.



25/07/2010

21 julho, 2010

Meu nome é Sara

Estimados e queridos amigos, hoje trago-vos aqui um poema que correu mundo, diz-se que o autor é português, mas não consegui confirmar, pelo que aqui fica registado como sendo desconhecido. O que parece ser certo é que correu mundo, numa campanha televisiva, contra a violência sobre crianças, não tendo passado em Portugal, vamos lá a saber porquê!

Segundo Mariana Perosi, da Univerisdade Estadual de Campinas, a violência contra crianças acontece nos mais variados estratos sociais, as agressões sofridas, sejam de ordem moral, física ou sexual, acontecem transversalmente em toda a sociedade e nos ambientes mais diversos
, desde acções de "disciplina" de escolas ou instituições de acolhimento,prespassando a família, assédio moral (intimidação e discriminação por parte dos próprios colegas e até professores), abusos em casa, de ordem física, psíquica e/ou sexual. As conseqüências na formação e na vida futura dessas crianças, a perda de autoestima, falta de perspectivas e traumas profundos, são objecto de muitas pesquisas e trabalhos académicos.
Todas essas atitudes desumanas fazem parte do quotidiano de milhões de crianças, sejam elas ricas ou pobres. "O que se verifica é que, frequentemente, se associa pobreza e maus tratos, atribuindo à condição de baixa renda acções de negligência e violência. Na realidade, famílias pobres encontram-se mais vulneráveis à denuncia, o que não significa que casos de maus-tratos sejam exclusivos desse estrato social; a questão é que, em famílias de classe média e alta é ocultado". Para a pesquisadora Zélia Maria Mendes Biasoli Alves, do Departamento de Psicologia e Educação da USP de Ribeirão Preto, em qualquer classe social a vergonha e o medo, tanto das crianças como de seus pais - no caso de o agressor ser um conjuge, parente, empregador, policial ou um líder comunitário - são fatores que ajudam a camuflar o problema."

É um flagelo do qual também fui vítima em criança, sei bem o que é sentir essa violência,o sofrimento psicológico que aínda me acompanha, quando me lembro desses momentos de terror, infligidos por quem me deveria amar. O sentimento de revolta sempre que surgem notícias de crianças vítimas da crueldade dos adultos, familiares ou não.

Por tudo isso, e para despertar consciências aqui passo este vídeo e este poema com um apelo, denuncie os abusadores sempre que tenha conhecimento de crianças mal tratadas, vítimas de violência física, psíquica , sexual ou outra. Não fique calado, não seja cumplice de um silêncio consentido.




O meu nome é ''Sara''
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.

Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis
palavras...

'Eu lamento muito!', eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.

O mal e as feridas mais e mais,
'Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!'

E finalmente ele pára, e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.

O meu nome é 'Sara'
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.

17 julho, 2010

CAI A NOITE...

Imagem da net


Cai a noite
Nascem as estrelas e o luar,
Lindo o céu a estrelar.
Na noite fria
Me enrosco e aconchego
Em tempo de te amar...
E amar-te-ei por toda a vida
Até a minha alma se soltar!


17/07/2010

12 julho, 2010

POR MORRER UMA ANDORINHA, NÃO ACABA A PRIMAVERA

Queridos amigos, estando mesmo agora a dar uma vistinha de olhos pelos blogues que sigo, (cada vez mais complicado porque são muitos) comentei aínda há pouco uma blogger que expressava a sua imensa tristeza, pela eliminação do Brasil neste campeonato do mundo. Para consolo dos meus amigos e meu também, pois Portugal também ficou fora, usei a frase "por morrer uma andorinha não acaba a Primavera".Isto é, não faltarão mais oportunidades e a próxima é já em 2014 no Brasil.

Entretanto já temos Campeão do Mundo 2010 a Espanha, parabéns a todos os espanhois, no meu ponto de vista, foram os que melhor souberam gerir esta nova forma de jogar, futebol moderno tem já muito de ciência. Foram justos vencedores.
 
Gostaria de aproveitar para lhes deixar aqui um poema e uma canção, que muito contribuiram para a divulgação deste ditado popular português " por morrer uma andorinha, não acaba a primavera" é nem mais nem menos que um poema de Joaquim Frederico de Brito cantado e adaptado para um fado,  de Carlos do Carmo, por Alfredo Marceneiro (versículos).

Carlos do Carmo, pralém de ser um dos meus fadistas preferidos, é sem dúvida uma grande voz da música portuguesa reconhecida além fronteiras.
 
OBS: a letra itálico e a cheio, os versículos acrescentados do poema para adaptação para canção por Alfredo Marceneiro.





POR MORRER UMA ANDORINHA NÃO ACABA A PRIMAVERA

Se deixaste de ser minha
Minha dor
Não deixei de ser quem era
E tudo é novo
Por morrer uma andorinha ( Bis )
Sem amor
Não acaba a primavera
Diz o povo
Como vês não estou mudado
Felizmente
E nem sequer descontente
Ou derrotado
Conservo o mesmo presente (Bis)
Do passado
E guardo o mesmo passado
Bem presente
Eu já estava habituado
A este fado
A que não fosses sincera
Em teu amor
Por isso eu não fico à espera
Dos amores
De uma ilusão que eu não tinha
E nem renovo
Se deixaste de ser minha (Bis)
Minha dor
Não deixei de ser quem era
E tudo é novo
Vivo a vida como dantes
A cantar
Não tenho menos nem mais
Do que já tinha
E os dias passam iguais
Pra não voltar
Aos dias que vão distantes
De seres minha
Horas, minutos, instantes
Desta vida
Seguem a ordem austera
Com rigor
Ninguem se agarre à quimera
Sem valor
Do que o destino encaminha
E não é novo
Pois por morrer uma andorinha (Bis)
Sem amor
Não acaba a primavera
Diz o povo

07 julho, 2010

A Triste realidade de um mundo desconexado, e sem rumo! (2)




Na continuidade do meu primeiro post A Triste realidade...1, no blogue Sempre Jovens. Seguem-se estas fotografias, e o clip que não deixarão concerteza passar em consciência os alertas para as obscenidades deste mundo.
Os sheiks do Médio Oriente vivem numa constante guerra entre si, não me refiro a nada militar, mas uma guerra de egos, quem constrói o maior prédio, quem tem o maior jato, quem consegue o carro mais exótico. Aliás, nos carros é algo impressionante, a obscenidade actual é um Ferrari F599 GTB Fiorano, banhado a ouro.
Não basta ser Ferrari, tem que ser de ouro!


" Segundo um relatório da FAO (Organização da Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação ).

(...)morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo, o que dá uma média de um óbito a cada 5 segundos. Ou seja, desde que você começou a ler este parágrafo já morreram duas crianças de fome, pelo menos. Mais de vinte milhões de crianças nascem com o peso abaixo dos padrões mínimos, correndo maior risco de morte durante a infância.
As que sobrevivem, revelam incapacidade física e mental permanentes. Segundo o relatório, depois de ligeira queda na década de noventa, a fome ganhou novo impulso no início deste século. Os dados, relativos aos anos 2000-2002, demonstram que mais de 850 milhões de pessoas passam fome, 18 milhões a mais do que em 1992. “Além do sofrimento humano, que é um escândalo, a fome tem como conseqüência, também, importantes perdas econômicas”, salientou Hartwig de Haen, subdiretor da FAO, reforçando que é “incompreensível” a escassez de esforços da comunidade internacional.
A FAO esclarece que a perda da produtividade equivale a 500 milhões de dólares. “É uma ironia que os recursos necessários para enfrentar o problema da fome sejam poucos em comparação com os benefícios de investi-los nesta causa. Cada dólar investido na luta contra a fome pode se multiplicar por cinco e até por mais de vinte vezes em benefícios”, diz o texto. O fim da fome tem um custo de 30 bilhões de dólares por ano, pouco mais de 1/5 do valor comprometido, até agora, para financiar o Fundo Mundial de Luta contra a aids, a tuberculose e a malária.
Esse valor nem chega a 10% do orçamento militar anual dos EUA, que é de 450 bilhões de dólares, por exemplo.(...)" in Revista Mundo e Missão

30 junho, 2010

MORDAÇA

MORDAÇA

Este é o meu poema em branco,

O que gostaria de ter dito

Mas não disse,

Faltaram-me as palavras,

As letras,

A inspiração,

É um grito,

De raiva, de perplexidade

De certeza,

Incertezas também,

Um poema em branco

De medo,

Receio

Um nó, no coração

De Saudade.

Faltaram-me as palavras,

As letras,

A inspiração.

Mas eu sei-o,

Que um dia, escreverei

Com firmeza,

Soltarei o meu grito

Com paixão

E pelo meio, gritarei

Sem receio

                                                                          Liberdade!

             Poema: Victor Simões
                 Vídeo:  Márcia Oliveira
                 Fotografia: autor desconhecido
               



Também tomei a liberdade de aqui divulgar um poema do meu marido, um dos poucos que encontrei e que pessoalmente muito gosto, sei que escreveu muitos, rabiscados em guardanapos de papel, em folhas soltas, bocados de folhas e nunca os compilou, a maioria perdeu-os e com muita pena minha, porque até gosto do que escreve. Este post é portanto uma surpresa que lhe quero fazer e dedicar com muito carinho.


A liberdade é sem dúvida algo que custou a conquistar a muitos povos do mundo, tanto em Portugal depois de 40 anos de ditadura Salazarista, como noutros países. A história da luta pela liberdade é parte integrante da própria história da humanidade.
 "A capacidade de raciocinar e de valorizar de forma inteligente o mundo que o rodeia, é o que confere ao homem o sentido da liberdade entendida como plena expressão da vontade humana."  ( Profª. Dra. Léa Elisa Silingowschi Calil )
  Atravessamos um período dificil da nossa actual história global, com o aumento do desemprego, a escalada da violência, xenofobia, guerras, terrorismo e consequente perda de liberdades. O mundo está descaracterizado, diminuição da solidariedade humana, tem-se despido da ética e moral e cada vez mais estamo-nos a tornar em seres supérfulos, mesquinhos, alheados e alienados!
O grito de alerta, é para tudo o que atrás mencionei, povos da Terra, atentai nos problemas do nosso tempo e não vos deixais enganar. Aínda há tempo de retroceder, tempo para lutar por uma sociedade fraterna, mais justa e igualitária, onde todos os homens, sejam de facto irmãos.

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"A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor"




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