23 setembro, 2010

O meu blogue é neutro em carbono ( My blog is carbon neutral )

           O site alemão Mach's Grün (Make it green - Faça verde) em parceria com a Arbor Day Foundation criaram um programa chamado "Meu blog é neutro em carbono" da iniciativa resulta que plantarão uma árvore na Califórnia para cada blog que divulgar o programa, que iniciou na Primavera e se prolongará por todo o Verão ( Por aqui já chegou ao fim ).
           carbon neutral local offers with kaufDA.de.Do programa consta a reflorestação de uma extensa área da Floresta Nacional Americana, que ardeu em 2007, arderam cerca de 23 mil hectares em Plumas no Complexo Fire Antelope e o fogo atingiu também Moonlight dois meses depois, devastando uma floresta de 65.000 hectares adicionais tendo sido necessárias mais de três semanas para o conter.


A magnificência da Floresta Nacional de Plumas abrange mais de 1 milhão de acres no Estado da Califórnia, no norte da Sierra Nevada. A beleza natural é uma característica desta floresta, cheia de lagos alpinos, abetos e cedros imponentes assim como animais em habitat natural e selvagem.

Nesta primavera o plantio começou em meados de abril de 2010, mas em vez dos dois previstos para três semanas do programa, a chuva e vários atrasos devido à neve protelou a conclusão da 1ª fase para Junho de 2010. In: Plumas National Forest

          Tomei conhecimento desta iniciativa através de um post no blog da amiga, Macá do blog Agenda Ilustrada, e achei bastante interessante. Primeiro porque desconhecia, ou melhor nunca tinha pensado que um simples blog pode gerar cerca de 3,6kg de dióxido de carbono por ano ( depende também do número de visitas ), em segundo porque esta ideia pode ser retomada e seguido o exemplo por qualquer organização no seu próprio país. Terçeiro porque a floresta Portuguesa tem sido todos os anos consumida, pelos incêndios de Verão e tanto quanto sei, aconteçe também em muitos outros países e é um verdadeiro flagelo. Nesta iniciativa, vejo a oportunidade através do voluntariado e do apoio de empresas e comunidade
em geral, de recuperarmos a floresta que tanta falta faz para o equilibrio ambiental. 
A divulgação servirá também, para gerar mais ideias e programas. 
Por último fico com a consciência de que contribuo dentro das minhas modestas possibilidades para que possamos ter um planeta melhor, que possamos transmitir às gerações vindouras um mundo mais saudável e seguro. 

Não sei se aínda irei a tempo de integrar este programa e ter uma árvore plantada para o meu blog, mas o que importa para mim é a divulgação e dar a conhecer o que se faz e pode fazer pela preservação da natureza.

OBS:  Uma árvore neutraliza as emissões de dióxido de carbono de seu blog
 " De acordo com um estudo realizado por Alexander Wissner-Gross, PhD, físico da Universidade de Harvard e activista ambiental, um site ( página web ) produz em média 0,02 g (0,0008 oz) de dióxido de carbono por cada visita.  Isto pode ser rastreado principalmente pelo consumo de energia, que implica na rede (mainframe), computadores, servidores e os seus sistemas de refrigeração.
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) assume uma absorção anual por cada árvore de aproximadamente 10 kg (£ 20) de emissões de dióxido de carbono.  "Faça-verde", o programa ambiental de kaufDA, está a usar um cálculo para o valor de absorção anual de 5 kg    (£ 11) para a iniciativa do programa "Meu blog é neutro em carbono".  Este é um cálculo muito conservador, garantindo que a neutralização de cada blog é alcançado.


 Conforme demonstrado no cálculo acima, o ambiente pode ser aliviado em média de 5 kg (£ 11) de dióxido de carbono por cada ano através da plantação de uma árvore. Um blog emite em média 3,6 kg (£ 8) de  dióxido de carbono.  Por conseguinte, uma árvore neutraliza as emissões de dióxido de carbono de um blog. Uma vez que  uma árvore vive em média 50 anos as emissões de dióxido de carbono do seu blog podem ser completamente neutralizadas para este período de tempo." In: kaufda.how-it-works

Para participarem no programa, para além de colocar o selo " My blog is carbon neutral ", terá que efectuar um texto de divulgação, e enviar um e-mail com o link do seu blog para
Mais informações poderão ser pedidas através do mail acima referênciado e através dos sites dos promotores da iniciativa programa.

http://www.arborday.org/

http://www.kaufda.de/umwelt/carbon-neutral/how-you-can-join/

14 setembro, 2010

Amostra sem valor

Mais um lindo poema de António Gedeão ( Rómulo de Carvalho ), que nos transmite uma mensagem muito concreta, a respeito do mundo ser mais que o nosso mundo, que o sitio onde vivemos! O nosso desespero poderá ser por motivos enormes, diria gigantes... mas se analisarmos bem, à nossa volta, quanto sofrimento, bem maior que o nosso, quanta dor e angustia, por esse mundo fora! E nós que nos desesperamos e sofremos, pelas férias que não pudemos concretizar! Pela festa que não fomos convidados, pela futilidade de nossas vidas! Deixemos de olhar só para o nosso umbigo, de forma a que possamos olhar noutras direcções e abrir horizontes, de paz, harmonia e sobretudo dar um pouco de nós, num espírito de comunhão e entreajuda, criando laços de estima e amizade... seremos com toda a certeza felizes!

Sãozita


Amostra sem valor

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.

Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:

com ele se entretém

e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,

sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,

que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,

não pesa num total que tende para infinito.


Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida

ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,

nesta insignificância, gratuita e desvalida,

Universo sou eu, com nebulosas e tudo.



poema de António Gedeão ( Rómulo de Carvalho )
 
Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa. António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, concluiu, no Porto, o curso de Ciências Físico-Químicas, exercendo depois a actividade de docente. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições, como A Actividade Pedagógica da Academia das Ciências de Lisboa nos Séculos XVIII e XIX. Publicou ainda outros estudos, como História da Fundação do Colégio Real dos Nobres de Lisboa (1959), O Sentido Científico em Bocage (1965) e Relações entre Portugal e a Rússia no Século XVIII (1979).



Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo. A esta viriam juntar-se outras obras, como Teatro do Mundo (1958), Máquina de Fogo (1961), Poema para Galileu (1964), Linhas de Força (1967) e ainda Poemas Póstumos (1983) e Novos Poemas Póstumos (1990). Na sua poesia, reunida também em Poesias Completas (1964), as fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo original pelo homem que, com um rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção.



Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24 (1963) e dez anos depois a sua primeira obra de ficção, A Poltrona e Outras Novelas (1973). Na data do seu nonagésimo aniversário, António Gedeão foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada.

06 setembro, 2010

Os Vampiros - Zéca Afonso

          Caríssimos, estimados amigos e leitores deste blogue, hoje trago-vos um poema canção do grande compositor e cantor Zéca Afonso ( Dr.) , ( Aveiro 2/08/1929 - Setúbal, 23/02/1987 ) OS VAMPIROS é um poema que me marca pela sua aínda actualidade e que se enquadra, na sequência dos meus dois últimos posts. Um retrato da exploração do homem pelo homem, geradora das actuais dessincronias sociais num espírito capitalista que floresce e se alimenta do sangue, suor e lágrimas de um povo. Zéca Afonso, que se perfilou nesta luta contra a pobreza e contra o regime Salazarista, foi perseguido pelo regime e prejudicado na sua carreira académica, tendo sido inclusivé expulso do ensino! Para sobreviver, dedicou-se à música, composição e interpretação, tendo-nos deixado um grande legado!
          A este grande Homem  presto aqui a minha homenagem.

Sãozita



 OS VAMPIROS

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
           Eles comem tudo   ( bis )
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

Eles comem tudo
Eles comem tudo
           Eles comem tudo   ( bis )
E não deixam nada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
           Eles comem tudo   ( bis )
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
           Eles comem tudo   ( bis )
E não deixam nada


São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
           Eles comem tudo   ( bis )
E não deixam nada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
           Eles comem tudo   ( bis )
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
          Eles comem tudo  ( bis )
E não deixam nada



29 agosto, 2010

Sarjeta

Há um homem sorrateiro por ruas e sarjetas.


Vivendo de lixo e piedade.

Aos trapos e resignado desafia a vergonha dos homens.

Seu rosto inexato acusa longo exílio de sentimentos.

Afetos subjugados.

No olhar, a tradução perfeita da dimensão da noite.

Sombras e sussurros!

A mente abriga a insanidade necessária,

Que o remete ao éden,

Mas um turbilhão de fúrias pagãs o faz delirar.

Não há vestígios de passado. Biografia.

Somente um livro de páginas em branco ilustra seu peito.

Penso que poderia ter sido humano.

Sei lá, quem se importa?



Há um homem com a alma em farrapos.

Desgraçado na vicissitude do longo caminho,

Onde sepultou morto os amores.

Embriagado de dúvidas, feito barco a afogar em marés turvas.

Cheirando a éter e medo.

Entorpecendo os sentidos até o vértice da tortura mental.

Trançando passos em meio à escória:

Meretrizes, pederastas, gigolôs, ladrões...

Um colecionador de desprezos.

Apenas, um monte de vísceras e ossos putrefatos.

E daí, quem se importa?



Quem se comove ao ver suas mãos fétidas e pedintes

Ou sua falta de nome?

Quem se inquieta ao passar por seu corpo inexato

Consumido de intolerância, sobre a sarjeta fria?

Quem considera, talvez,

A tragédia por trás daqueles olhos embotados?

Quem imagina o anseio que lhe existiu no peito,

Onde hoje mingua, de tuberculose e saudade?

Quem paralisa seu tempo a lhe ouvir, quem sabe,

Histórias soterradas?



Há um homem vagando em meio aos edifícios.

Há um homem sem trajes civilizados, sem convicções.

Há um homem débil, silenciando sua existência.

Há um homem atravancando a passagem, enfeando a rua,

acenando nossa culpa.

Há um homem morrendo de medo, vergonha, dor e descaso.

Há um homem morrendo!

Sei lá, quem se importa?  
                                          Autor: Ira Buscacio
 
 
           Estimados amigos é com muito gosto que aqui coloco este poema da amiga Ira Buscacio do blog Faces do Poeta, uma temática que me é cara, tratada num belo poema que expressa e denuncía a miséria, e a injustiça, produto de uma sociedade cada vez mais desenraízada dos valores humanistas.
           Até quando, iremos olhar para o lado e sómente para dentro do nosso umbigo? Sózinhos nunca conseguiremos mudar o mundo, mas juntos em uníssono podemos fazer chegar as nossas vozes mais além, na busca de um mundo melhor, mais justo e mais humano.
 
Sãozita

23 agosto, 2010

Montra da Vaidade



   Montra da Vaidade   
                                                                                                         

Num mundo de egoísmo,
milhões morrem de fome.
Em período Natalício,
passam pela montra do cinismo,
todos os caciques, com nome.
Boys, girls e outros eleitos,
que se mostram solidários,
com a pobreza e a desgraça.
Na vitrina da tristeza,
de muitos , que nada têm à mesa!
Enquanto outros, têm demais.
É na montra do cinismo,
que se vêm, os figurões.
Na tentativa de mostrar ao mundo,
a sua solidariedade.
Falsa, mas aparente!
Porque é ilusória!
Sendo na verdade,
um reflexo de ilusões...
um disfarce de emoções!
Tudo pela notariedade,
reflectida,
na montra da vaidade!

poema:  Victor Simões

in " A Voz do Povo " 1 de Janeiro de 2007

22 agosto, 2010

3º aniversário do Sempre Jovens - Parabéns

           Estimados amigos, hoje o blogue colectivo SEMPRE JOVENS , no qual também participo, comemora o seu 3º aniversário e por isso está de parabéns, uma presença assídua e constante na blogosfera com temáticas muito diversas e de interesse no âmbito da cidadania e da cultura em geral. Convido todos os meus amigos e seguidores deste meu blogue a por lá passarem, terei muito gosto nisso!







Bolo Aniversário


O champanhe para brindar com todos os meus amigos

Beijinhos

Sãozita

18 agosto, 2010

Os Emigrantes


Uma pintura óleo sobre tela de Domingos Rebelo (1891-1975) nasceu em Ponta Delgada, frequentando, em Paris, a partir de 1907, a Academia Julian. Está exposta no museu, Carlos Machado em Ponta Delgada, Açores.


           Note-se que existem actualmente dois tipos de emigrantes, os que emigraram para conseguir melhorar as condições de vida e os que emigram para se especializarem técnicamente e ou exercerem profissões de alto nível técnico e científico, para as quais não há a possibilidade de evolução em Portugal. 
            Referênciando o primeiro tipo de emigrantes,  por vezes ouvimos falar muito mal desses emigrantes, criticar a sua vaidade quando vêm à terra natal, uns porque já não falam português, outros porque tudo o que é de fora é que é bom... com tudo compreende-se que gabem o país de acolhimento, pois lá conseguiram o que aqui seria uma miragem! Portugal não lhes proporcionaria uma vida decente, nem seria nunca, a via para a concretização dos seus sonhos.
              É essa vaidade que julgo estar ímplicita e subjacente aos referidos emigrantes. Relativamente ao esquecimento da língua, uns falam a língua do país de acolhimento para mostrar que conseguiram aprender e integrar-se, outros porque querem passar-se por turistas e aínda aqueles que na tentativa de que quem os rodeia, não saibam do que falam! Em todo o caso as más línguas, revelam a chamada " dor de cotovelo ", manifestada por quem não teve a coragem de arriscar, de dar o "salto" e se mantém limitado e resignado com a vida que tem!
             Relativamente ao segundo tipo, na maioria das vezes, não nos apercebemos sequer que são emigrantes, a não ser que nos digam, emigram sobretudo pela valorização profissional e curriculum, que após o regresso os catapulta para mais altos desempenhos pela via da experiência adquirida e consequentemente também mais e melhores oportunidades.
             Tudo o que aqui referi, vem a propósito de os emigrantes, nem sempre serem bem entendidos, e acabam por ser considerados como estranjeiros no próprio país, e daí uma injustiça. Os emigrantes têm sido uma mola impusionadora da economia nacional, com o envio de remessas das suas poupanças e nota-se a sua importância no volume de depósitos efectuados. Caberia à Terra mãe, criar condições de apoio para que não esqueçam a língua materna e para que acalentem o desejo de um dia regressar. Deveria quem nos governa, criar condições de desenvolvimento e de oportunidades para que não sintamos necessidade de emigrar, ou que a isso não sejamos obrigados!
            Os emigrantes, devem ser  acarinhados, apoiados e reconhecidos, pois pelo seu suor e sacríficio, pelo que contribuem e muito, para o desenvolvimento do país. Pergunto... porque se fecham consulados por esse mundo fora? Porque não existem verbas para o ensino da língua portuguesa? Porque se retiram cada vez mais os apoios às comunidades portuguesas?
Portugal esquece os seus filhos, como quer obter o retorno? Como não quer ser esquecido?
          Com este pequeno texto, pretendo deixar um apelo de compreensão pelos nossos conterrâneos e sobretudo a ideia da sua importância, de forma a que fique bem claro que é preciso mais apoio a quem lá fora trabalha. Que os políticos não se lembrem dos emigrantes,  só aquando dos períodos eleitorais!



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