Queridos e estimados amigos, quero aqui deixar o meu agradecimento a todos, pelo carinho e amizade aqui traduzido nas mensagens que me deixaram na passagem deste meu aniversário! Ofereço a todos o ramo de rosas que está exposto acima.
A amizade e carinho é algo que sentimos e que nos faz felizes, por sabermos que temos sempre alguém com quem partilhar os nossos sentimentos, alegrias e tristezas. A todos (as) pela sua presença e manifestação de carinho, o meu muito obrigado.
Lembranças em registos muito lindos que me ofereçeram...
Da minha querida amiga Mariazita, do blogue a casa da mariquinhas que me presenteou com um clip de vídeo que está no post anterior, este é o registo de imagem de entrada do mesmo. Obrigado minha amiga.
Da Ana, minha cunhada do blogue Ave sem Asas, este lindo selinho. Obrigado Ana pela lembrança, adorei ficou muito bonito.
Da minha amiga Irene do blogue m@myrene, este também lindíssimo selo que irá enfeitar como registo de carinho e amizade a minha galeria. Obrigado amiga!
Da minha amiga Ná do blogue Na Casa do Ráu, este lindo selo
comemorativo do meu aniversário. Obrigado Ná, pelo carinho e amizade com que me presenteias.
Da amiga Mariz do blogue "Sou pó e luz". Obrigado Mariz, pela lembrança que aqui registo e que irá para a minha galeria a assinalar esta passagem de mais um aniversário.
Também vos quero presentear com um lindo poema de Saint - Exupéry, um dos meus predilectos!
Queridos amigos, e como não há uma sem duas, hoje recebi com muito carinho, esta lembrança da Mariazita, pela passagem do meu aniversário!
Obrigado minha querida amiga, recebe mil bjs com muita amizade e carinho.
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30 de Setembro de 2010
Caríssimos amigos e leitores, aqui registo esta lembrança para a minha querida amiga Mariazita, do blogue " A Casa da Mariquinhas " que hoje comemora o seu aniversário. " A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio de viver e fazer todo o sonho brilhar" FELIZ ANIVERSÁRIO! Um grande beijinho e muitos PARABÉNS.
O site alemão Mach's Grün (Make it green - Faça verde) em parceria com a Arbor Day Foundation criaram um programa chamado "Meu blog é neutro em carbono" da iniciativa resulta que plantarão uma árvore na Califórnia para cada blog que divulgar o programa, que iniciou na Primavera e se prolongará por todo o Verão ( Por aqui já chegou ao fim ). .Do programa consta a reflorestação de uma extensa área da Floresta Nacional Americana, que ardeu em 2007, arderam cerca de 23 mil hectares em Plumas no Complexo Fire Antelope e o fogo atingiu também Moonlight dois meses depois, devastando uma floresta de 65.000 hectares adicionais tendo sido necessárias mais de três semanas para o conter.
A magnificência da Floresta Nacional de Plumas abrange mais de 1 milhão de acres no Estado da Califórnia, no norte da Sierra Nevada. A beleza natural é uma característica desta floresta, cheia de lagos alpinos, abetos e cedros imponentes assim como animais em habitat natural e selvagem.
Nesta primavera o plantio começou em meados de abril de 2010, mas em vez dos dois previstos para três semanas do programa, a chuva e vários atrasos devido à neve protelou a conclusão da 1ª fase para Junho de 2010. In: Plumas National Forest
Tomei conhecimento desta iniciativa através de um post no blog da amiga, Macá do blog Agenda Ilustrada, e achei bastante interessante. Primeiro porque desconhecia, ou melhor nunca tinha pensado que um simples blog pode gerar cerca de 3,6kg de dióxido de carbono por ano ( depende também do número de visitas ), em segundo porque esta ideia pode ser retomada e seguido o exemplo por qualquer organização no seu próprio país. Terçeiro porque a floresta Portuguesa tem sido todos os anos consumida, pelos incêndios de Verão e tanto quanto sei, aconteçe também em muitos outros países e é um verdadeiro flagelo. Nesta iniciativa, vejo a oportunidade através do voluntariado e do apoio de empresas e comunidade
em geral, de recuperarmos a floresta que tanta falta faz para o equilibrio ambiental.
A divulgação servirá também, para gerar mais ideias e programas.
Por último fico com a consciência de que contribuo dentro das minhas modestas possibilidades para que possamos ter um planeta melhor, que possamos transmitir às gerações vindouras um mundo mais saudável e seguro.
Não sei se aínda irei a tempo de integrar este programa e ter uma árvore plantada para o meu blog, mas o que importa para mim é a divulgação e dar a conhecer o que se faz e pode fazer pela preservação da natureza.
OBS: Uma árvore neutraliza as emissões de dióxido de carbono de seu blog
" De acordo com um estudo realizado por Alexander Wissner-Gross, PhD, físico da Universidade de Harvard e activista ambiental, um site ( página web ) produz em média 0,02 g (0,0008 oz) de dióxido de carbono por cada visita. Isto pode ser rastreado principalmente pelo consumo de energia, que implica na rede (mainframe), computadores, servidores e os seus sistemas de refrigeração.
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) assume uma absorção anual por cada árvore de aproximadamente 10 kg (£ 20) de emissões de dióxido de carbono. "Faça-verde", o programa ambiental de kaufDA, está a usar um cálculo para o valor de absorção anual de 5 kg (£ 11) para a iniciativa do programa "Meu blog é neutro em carbono". Este é um cálculo muito conservador, garantindo que a neutralização de cada blog é alcançado.
Conforme demonstrado no cálculo acima, o ambiente pode ser aliviado em média de 5 kg (£ 11) de dióxido de carbono por cada ano através da plantação de uma árvore. Um blog emite em média 3,6 kg (£ 8) de dióxido de carbono. Por conseguinte, uma árvore neutraliza as emissões de dióxido de carbono de um blog. Uma vez que uma árvore vive em média 50 anos as emissões de dióxido de carbono do seu blog podem ser completamente neutralizadas para este período de tempo." In: kaufda.how-it-works
Para participarem no programa, para além de colocar o selo " My blog is carbon neutral ", terá que efectuar um texto de divulgação, e enviar um e-mail com o link do seu blog para
Mais um lindo poema de António Gedeão ( Rómulo de Carvalho ), que nos transmite uma mensagem muito concreta, a respeito do mundo ser mais que o nosso mundo, que o sitio onde vivemos! O nosso desespero poderá ser por motivos enormes, diria gigantes... mas se analisarmos bem, à nossa volta, quanto sofrimento, bem maior que o nosso, quanta dor e angustia, por esse mundo fora! E nós que nos desesperamos e sofremos, pelas férias que não pudemos concretizar! Pela festa que não fomos convidados, pela futilidade de nossas vidas! Deixemos de olhar só para o nosso umbigo, de forma a que possamos olhar noutras direcções e abrir horizontes, de paz, harmonia e sobretudo dar um pouco de nós, num espírito de comunhão e entreajuda, criando laços de estima e amizade... seremos com toda a certeza felizes!
Sãozita
Amostra sem valor
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
poema de António Gedeão ( Rómulo de Carvalho )
Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa. António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, concluiu, no Porto, o curso de Ciências Físico-Químicas, exercendo depois a actividade de docente. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições, como A Actividade Pedagógica da Academia das Ciências de Lisboa nos Séculos XVIII e XIX. Publicou ainda outros estudos, como História da Fundação do Colégio Real dos Nobres de Lisboa (1959), O Sentido Científico em Bocage (1965) e Relações entre Portugal e a Rússia no Século XVIII (1979).
Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo. A esta viriam juntar-se outras obras, como Teatro do Mundo (1958), Máquina de Fogo (1961), Poema para Galileu (1964), Linhas de Força (1967) e ainda Poemas Póstumos (1983) e Novos Poemas Póstumos (1990). Na sua poesia, reunida também em Poesias Completas (1964), as fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo original pelo homem que, com um rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção.
Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24 (1963) e dez anos depois a sua primeira obra de ficção, A Poltrona e Outras Novelas (1973). Na data do seu nonagésimo aniversário, António Gedeão foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada.
Caríssimos, estimados amigos e leitores deste blogue, hoje trago-vos um poema canção do grande compositor e cantor Zéca Afonso ( Dr.) , ( Aveiro 2/08/1929 - Setúbal, 23/02/1987 ) OS VAMPIROS é um poema que me marca pela sua aínda actualidade e que se enquadra, na sequência dos meus dois últimos posts. Um retrato da exploração do homem pelo homem, geradora das actuais dessincronias sociais num espírito capitalista que floresce e se alimenta do sangue, suor e lágrimas de um povo. Zéca Afonso, que se perfilou nesta luta contra a pobreza e contra o regime Salazarista, foi perseguido pelo regime e prejudicado na sua carreira académica, tendo sido inclusivé expulso do ensino! Para sobreviver, dedicou-se à música, composição e interpretação, tendo-nos deixado um grande legado!
A este grande Homem presto aqui a minha homenagem.
Sãozita
OS VAMPIROS
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada
Estimados amigos é com muito gosto que aqui coloco este poema da amiga Ira Buscacio do blog Faces do Poeta, uma temática que me é cara, tratada num belo poema que expressa e denuncía a miséria, e a injustiça, produto de uma sociedade cada vez mais desenraízada dos valores humanistas.
Até quando, iremos olhar para o lado e sómente para dentro do nosso umbigo? Sózinhos nunca conseguiremos mudar o mundo, mas juntos em uníssono podemos fazer chegar as nossas vozes mais além, na busca de um mundo melhor, mais justo e mais humano.
Estimados amigos, hoje o blogue colectivo SEMPRE JOVENS , no qual também participo, comemora o seu 3º aniversário e por isso está de parabéns, uma presença assídua e constante na blogosfera com temáticas muito diversas e de interesse no âmbito da cidadania e da cultura em geral. Convido todos os meus amigos e seguidores deste meu blogue a por lá passarem, terei muito gosto nisso!
Uma pintura óleo sobre tela de Domingos Rebelo (1891-1975) nasceu em Ponta Delgada, frequentando, em Paris, a partir de 1907, a Academia Julian. Está exposta no museu, Carlos Machado em Ponta Delgada, Açores.
Note-se que existem actualmente dois tipos de emigrantes, os que emigraram para conseguir melhorar as condições de vida e os que emigram para se especializarem técnicamente e ou exercerem profissões de alto nível técnico e científico, para as quais não há a possibilidade de evolução em Portugal.
Referênciando o primeiro tipo de emigrantes, por vezes ouvimos falar muito mal desses emigrantes, criticar a sua vaidade quando vêm à terra natal, uns porque já não falam português, outros porque tudo o que é de fora é que é bom... com tudo compreende-se que gabem o país de acolhimento, pois lá conseguiram o que aqui seria uma miragem! Portugal não lhes proporcionaria uma vida decente, nem seria nunca, a via para a concretização dos seus sonhos.
É essa vaidade que julgo estar ímplicita e subjacente aos referidos emigrantes. Relativamente ao esquecimento da língua, uns falam a língua do país de acolhimento para mostrar que conseguiram aprender e integrar-se, outros porque querem passar-se por turistas e aínda aqueles que na tentativa de que quem os rodeia, não saibam do que falam! Em todo o caso as más línguas, revelam a chamada " dor de cotovelo ", manifestada por quem não teve a coragem de arriscar, de dar o "salto" e se mantém limitado e resignado com a vida que tem!
Relativamente ao segundo tipo, na maioria das vezes, não nos apercebemos sequer que são emigrantes, a não ser que nos digam, emigram sobretudo pela valorização profissional e curriculum, que após o regresso os catapulta para mais altos desempenhos pela via da experiência adquirida e consequentemente também mais e melhores oportunidades.
Tudo o que aqui referi, vem a propósito de os emigrantes, nem sempre serem bem entendidos, e acabam por ser considerados como estranjeiros no próprio país, e daí uma injustiça. Os emigrantes têm sido uma mola impusionadora da economia nacional, com o envio de remessas das suas poupanças e nota-se a sua importância no volume de depósitos efectuados. Caberia à Terra mãe, criar condições de apoio para que não esqueçam a língua materna e para que acalentem o desejo de um dia regressar. Deveria quem nos governa, criar condições de desenvolvimento e de oportunidades para que não sintamos necessidade de emigrar, ou que a isso não sejamos obrigados!
Os emigrantes, devem ser acarinhados, apoiados e reconhecidos, pois pelo seu suor e sacríficio, pelo que contribuem e muito, para o desenvolvimento do país. Pergunto... porque se fecham consulados por esse mundo fora? Porque não existem verbas para o ensino da língua portuguesa? Porque se retiram cada vez mais os apoios às comunidades portuguesas?
Portugal esquece os seus filhos, como quer obter o retorno? Como não quer ser esquecido?
Com este pequeno texto, pretendo deixar um apelo de compreensão pelos nossos conterrâneos e sobretudo a ideia da sua importância, de forma a que fique bem claro que é preciso mais apoio a quem lá fora trabalha. Que os políticos não se lembrem dos emigrantes, só aquando dos períodos eleitorais!
A liberdade, é uma das nossas conquistas de Abril e devemos continuar a lutar por ela, sobretudo pelos nossos direitos, enquanto cidadãos de um Estado de Direito e Democrático. O que a meu ver será cada vez mais necessário, pois todos os dias são postos em causa por quem nos governa.
PS: Gostei muito deste poema do Victor e por isso aqui o divulgo. Quem quizer ler o texto que o precede, poderá fazê-lo no link Viva a Liberdade .
Queridos e estimados amigos, aqui deixo um retrato da nossa amiga Lili Laranjo, do blogue África em Poesia. Um registo de amizade que nasceu para além da blogosfera. E algumas imagens destas férias com
a Lili e muitos amigos...
Para todos um beijinho!
PS: Algumas fotos aparecem com data do ano 2007, o Victor quando lhe acabaram as pilhas da máquina, e as reintroduziu, esqueceu-se de acertar a hora... coisas de fotógrafos de trazer por casa, rsrsssss.
As férias têm sido boas, e aqui deixo o registo de um dia na Na Casa do Ráu.Foi um dia muito bem passado, e onde foi possível conhecermo-nos para além do virtual.
Sakineh Ashtiani, que foi condenada à morte por apedrejamento, segundo a lei da Sharia em vigor no Irão e nos países islâmicos por crime de adultério. Enviou uma mensagem ao mundo, agradecendo a campanha mundial que decorre no sentido de pedir a sua libertação. O texto foi lido em Londres na passada Sexta-feira, por representantes das ONG’s que lançaram a campanha que conta com 141 mil assinaturas, embora a maioria não tenha validade, dado o receio das pessoas em colocar a sua verdadeira identidade. Também na Sexta-feira as ONG’s lançaram um apelo pelo fim da perseguissão ao seu advogado Mohammed Mostafaei, que se encontra fugido depois de ver decretada a sua prisão, encontram-se já presos a sua mulher e um cunhado.
"Estou agora quieta e triste porque uma parte do meu coração está congelada. Muitas noites, antes de dormir, penso:"como é possível que alguém esteja preparado para atirar pedras em mim, mirar meu rosto e mãos?"
É horroroso o que se passa nos países islâmicos, relativamente aos direitos humanos, não menos também horrorosos os crimes contra as mulheres que pelo nosso país surgem com grande frequência notícias de verdadeiras desgraças, que culminam em assassínios. Perante a ineficácia da lei portuguesa, ou perante a tolerância ( o mesmo que cumplicidade ) de todos nós. Segundo notícia do Jornal de Notícias há dias, ou melhor no passado dia 15 de Julho, "Anabela Batalha, de 44 anos, professora do Ensino Básico na Escola de Chãos-Velhos, tinha ido à moradia do casal, na companhia de uma amiga, para recolher mais alguns pertences, uma vez que desde há algum tempo que vivia em casa de uma amiga, na companhia de dois dos filhos, de dez e oito anos."
Cansada das constantes agressões do marido, para com ela e os três filhos, Anabela Batalha, de 44 anos, ganhou finalmente coragem e no domingo de manhã denunciou o marido, José, à GNR de Gaia. O agressor foi detido, ouvido por um juiz no dia seguinte e saiu em liberdade. Três dias depois de ser solto, José, de 43 anos, matou a professora primária com dezenas de facadas na sua casa em Arcozelo.
Também o companheiro de Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, foi detido, na passada sexta-feira, por posse ilegal de armas. Que lhe foram encontradas, na sequência de uma busca à residência depois de Isaura o ter denunciado por agressões.
Fonte próxima da família citada pela edição online do Jornal de Notícias, revelou que há já vários anos Isaura Morais era vítima de violência física e «tortura psicológica». Na passada sexta-feira, sentiu a sua vida ameaçada e decidiu apresentar queixa na polícia.
Todas estas agressões, quando denunciadas, se a vítima não for convenientemente protegida acabam por redundar em assassínios, que é o que se tem visto acontecer. Esperemos que a Isaura se saiba proteger, ( parece que como é autarca, tem direito a segurança ) pois tanto quanto soubemos ocompanheiro foi colocado em liberdade, com termo de identidade e residência... mais nada!
É evidente que não sou apologista de se prender logo o homem sem provas relativamente à acusação, mas tenho notado que nos casos que têm culminado em tragédias, as evidências e os testemunhos eram muitos e nada se fez para proteger essas mulheres! Afinal com que lei e com que justiça podemos contar para nos socorrer?
Deixo aqui o meu apelo, por todas as Sakineh e todas as Anabelas, sejamos solidários e denunciemos o que está mal, lutemos efectivamente por mais justiça e sobretudo pelo cumprimento dos DIREITOS HUMANOS.
Estimados e queridos amigos, hoje trago-vos aqui um poema que correu mundo, diz-se que o autor é português, mas não consegui confirmar, pelo que aqui fica registado como sendo desconhecido. O que parece ser certo é que correu mundo, numa campanha televisiva, contra a violência sobre crianças, não tendo passado em Portugal, vamos lá a saber porquê!
Segundo Mariana Perosi, da Univerisdade Estadual de Campinas, a violência contra crianças acontece nos mais variados estratos sociais, as agressões sofridas, sejam de ordem moral, física ou sexual, acontecem transversalmente em toda a sociedade e nos ambientes mais diversos, desde acções de "disciplina" de escolas ou instituições de acolhimento,prespassando a família, assédio moral (intimidação e discriminação por parte dos próprios colegas e até professores), abusos em casa, de ordem física, psíquica e/ou sexual. As conseqüências na formação e na vida futura dessas crianças, a perda de autoestima, falta de perspectivas e traumas profundos, são objecto de muitas pesquisas e trabalhos académicos.
Todas essas atitudes desumanas fazem parte do quotidiano de milhões de crianças, sejam elas ricas ou pobres. "O que se verifica é que, frequentemente, se associa pobreza e maus tratos, atribuindo à condição de baixa renda acções de negligência e violência. Na realidade, famílias pobres encontram-se mais vulneráveis à denuncia, o que não significa que casos de maus-tratos sejam exclusivos desse estrato social; a questão é que, em famílias de classe média e alta é ocultado". Para a pesquisadora Zélia Maria Mendes Biasoli Alves, do Departamento de Psicologia e Educação da USP de Ribeirão Preto, em qualquer classe social a vergonha e o medo, tanto das crianças como de seus pais - no caso de o agressor ser um conjuge, parente, empregador, policial ou um líder comunitário - são fatores que ajudam a camuflar o problema."
É um flagelo do qual também fui vítima em criança, sei bem o que é sentir essa violência,o sofrimento psicológico que aínda me acompanha, quando me lembro desses momentos de terror, infligidos por quem me deveria amar. O sentimento de revolta sempre que surgem notícias de crianças vítimas da crueldade dos adultos, familiares ou não.
Por tudo isso, e para despertar consciências aqui passo este vídeo e este poema com um apelo, denuncie os abusadores sempre que tenha conhecimento de crianças mal tratadas, vítimas de violência física, psíquica , sexual ou outra. Não fique calado, não seja cumplice de um silêncio consentido.
O meu nome é ''Sara''
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.
Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?
Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.
Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.
Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.
Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.
Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.
Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.
Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.
Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.
Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.
Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.
Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis
palavras...
'Eu lamento muito!', eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.
O mal e as feridas mais e mais,
'Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!'
E finalmente ele pára, e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.
O meu nome é 'Sara'
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.
Queridos amigos, estando mesmo agora a dar uma vistinha de olhos pelos blogues que sigo, (cada vez mais complicado porque são muitos) comentei aínda há pouco uma blogger que expressava a sua imensa tristeza, pela eliminação do Brasil neste campeonato do mundo. Para consolo dos meus amigos e meu também, pois Portugal também ficou fora, usei a frase "por morrer uma andorinha não acaba a Primavera".Isto é, não faltarão mais oportunidades e a próxima é já em 2014 no Brasil.
Entretanto já temos Campeão do Mundo 2010 a Espanha, parabéns a todos os espanhois, no meu ponto de vista, foram os que melhor souberam gerir esta nova forma de jogar, futebol moderno tem já muito de ciência. Foram justos vencedores.
Gostaria de aproveitar para lhes deixar aqui um poema e uma canção, que muito contribuiram para a divulgação deste ditado popular português " por morrer uma andorinha, não acaba a primavera" é nem mais nem menos que um poema de Joaquim Frederico de Brito cantado e adaptado para um fado, de Carlos do Carmo, por Alfredo Marceneiro (versículos).
Carlos do Carmo, pralém de ser um dos meus fadistas preferidos, é sem dúvida uma grande voz da música portuguesa reconhecida além fronteiras.
OBS: a letra itálico e a cheio, os versículos acrescentados do poema para adaptação para canção por Alfredo Marceneiro.
Na continuidade do meu primeiro post A Triste realidade...1, no blogue Sempre Jovens. Seguem-se estas fotografias, e o clip que não deixarão concerteza passar em consciência os alertas para as obscenidades deste mundo. Os sheiks do Médio Oriente vivem numa constante guerra entre si, não me refiro a nada militar, mas uma guerra de egos, quem constrói o maior prédio, quem tem o maior jato, quem consegue o carro mais exótico. Aliás, nos carros é algo impressionante, a obscenidade actual é um Ferrari F599 GTB Fiorano, banhado a ouro.
Não basta ser Ferrari, tem que ser de ouro!
" Segundo um relatório da FAO (Organização da Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação ).
(...)morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo, o que dá uma média de um óbito a cada 5 segundos. Ou seja, desde que você começou a ler este parágrafo já morreram duas crianças de fome, pelo menos. Mais de vinte milhões de crianças nascem com o peso abaixo dos padrões mínimos, correndo maior risco de morte durante a infância.
As que sobrevivem, revelam incapacidade física e mental permanentes. Segundo o relatório, depois de ligeira queda na década de noventa, a fome ganhou novo impulso no início deste século. Os dados, relativos aos anos 2000-2002, demonstram que mais de 850 milhões de pessoas passam fome, 18 milhões a mais do que em 1992. “Além do sofrimento humano, que é um escândalo, a fome tem como conseqüência, também, importantes perdas econômicas”, salientou Hartwig de Haen, subdiretor da FAO, reforçando que é “incompreensível” a escassez de esforços da comunidade internacional.
A FAO esclarece que a perda da produtividade equivale a 500 milhões de dólares. “É uma ironia que os recursos necessários para enfrentar o problema da fome sejam poucos em comparação com os benefícios de investi-los nesta causa. Cada dólar investido na luta contra a fome pode se multiplicar por cinco e até por mais de vinte vezes em benefícios”, diz o texto. O fim da fome tem um custo de 30 bilhões de dólares por ano, pouco mais de 1/5 do valor comprometido, até agora, para financiar o Fundo Mundial de Luta contra a aids, a tuberculose e a malária.
Esse valor nem chega a 10% do orçamento militar anual dos EUA, que é de 450 bilhões de dólares, por exemplo.(...)" in Revista Mundo e Missão
Poema: Victor Simões Vídeo: Márcia Oliveira Fotografia: autor desconhecido
Também tomei a liberdade de aqui divulgar um poema do meu marido, um dos poucos que encontrei e que pessoalmente muito gosto, sei que escreveu muitos, rabiscados em guardanapos de papel, em folhas soltas, bocados de folhas e nunca os compilou, a maioria perdeu-os e com muita pena minha, porque até gosto do que escreve. Este post é portanto uma surpresa que lhe quero fazer e dedicar com muito carinho.
A liberdade é sem dúvida algo que custou a conquistar a muitos povos do mundo, tanto em Portugal depois de 40 anos de ditadura Salazarista, como noutros países. A história da luta pela liberdade é parte integrante da própria história da humanidade.
"A capacidade de raciocinar e de valorizar de forma inteligente o mundo que o rodeia, é o que confere ao homem o sentido da liberdade entendida como plena expressão da vontade humana." ( Profª. Dra. Léa Elisa Silingowschi Calil )
Atravessamos um período dificil da nossa actual história global, com o aumento do desemprego, a escalada da violência, xenofobia, guerras, terrorismo e consequente perda de liberdades. O mundo está descaracterizado, diminuição da solidariedade humana, tem-se despido da ética e moral e cada vez mais estamo-nos a tornar em seres supérfulos, mesquinhos, alheados e alienados!
O grito de alerta, é para tudo o que atrás mencionei, povos da Terra, atentai nos problemas do nosso tempo e não vos deixais enganar. Aínda há tempo de retroceder, tempo para lutar por uma sociedade fraterna, mais justa e igualitária, onde todos os homens, sejam de facto irmãos.
Ao livro da vida que me ofereceste
Acrescentei a tua imagem com paixão,
Encapei-o com a força com que soubeste
Transmitir-me tanto amor e união!
Folheio agora as suas páginas passo a passo
Na tentativa de recordar-te, ver-te enfim,
Lá tristemente só te vejo os traços
Mas a mensagem, essa, permanece em mim!
Apagar Pai Querido o que almejaste
Nos memorandos deste livro a quem amaste,
É tarefa impossível de conseguir...
Serei página deste livro que me deste,
Serei folha que em vida tu escreveste,
Serei capa de outro livro que há-de vir...
12/01/2009
Caros amigos e amigas,hoje trago-vos aqui este lindo poema da Ana Martins Por ser um dos meus preferidos, mas também porque marca bem o carinho e amor dos filhos pelos pais. Numa época em que os filhos vivem num corre, corre, sem tempo para os pais, sem tempo para si próprios e sem tempo para os seus próprios filhos! Não é o que desejariamos, mas em todo o caso é assim que é, a sociedade moderna exige demais, tudo em nome de mais produtividade, rentabilidade, concorrência... enfim competição permanente. Deixando-nos esquecer, os que por nós deram o seu melhor e não retribuir o carinho que um dia tivemos! Não permitamos que nossos pais sejam votados ao abandono, demonstremos o quanto apreço e amor lhes temos, sejamos filhos presentes nas suas vidas, todos os dias
PS: título do meu blogue, foi influenciado por este poema