06 Maio, 2012

Poema à mãe "Porque os outros se mascaram mas tu não"


   Poema de Sofia de Melo Andressen


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
 
Post Dia das mães de 2011

Sofia de Melo Breyner Andressen  GC SE • GC IH (Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisoa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

08 Abril, 2012

A Páscoa

Postal feito pelo meu filho Nuno Filipe
Infantário de Gondim
         Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs, (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
         No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Trabalho do meu filho João Pedro
Infantário de Gondim
        Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.
Trabalho do Nuno Filipe
Infantário de Gondim
          A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

Para além da celebração da Ressurreição de Jesus Cristo, actualmente a Páscoa é também motivo de encontro e reunião da família, é pois uma festa da família.
 Quero pois deixar aqui a todos os amigos e visitantes o desejo de uma Boa e Feliz Páscoa, com saúde e muita harmonia.

27 Fevereiro, 2012

O carnaval é sempre uma festa de cariz popular
João Pedro

A origem do  carnaval aínda não é consensual. Alguns historiadores associam o começo das  festas carnavalescas aos cultos feitos pelos antigos para louvar boas colheitas  agrárias, dez mil anos antes de Cristo. Já outros dizem que teria inicio no Egipto, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis, com  danças, festas e pessoas mascaradas.
Há quem atribua o início do carnaval aos  gregos que festejavam a celebração da volta da primavera e aos cultos ao Deus  Dionísio. E outros ainda falam da Roma Antiga  em honra aos deuses Baco, Saturno e Pã.
Nuno Filipe
É pois uma herança de várias comemorações realizadas na Antiguidade por povos egípcios, hebreus, gregos e romanos. Estes festejos pagãos serviam para celebrar grandes colheitas e principalmente louvar divindades. É provável que as mais importantes festas ancestrais do Carnaval tenham sido as "saturninas", realizadas na Roma antiga em exaltação a Saturno, Deus da agricultura. Na época dessa celebração, as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam pelas ruas. Já tinham carros alegóricos designados por carrum navalis, algo como "carro naval", pois tinham formato semelhante a navios. Alguns pesquisadores vêm aí a possibilidade da origem da palavra carnaval. A maior parte dos especialistas, porém, acha que o termo vem de outra expressão latina: carnem levare, que significa "retirar ou ficar livre da carne".

Isto porque, já na Idade Média, essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica passando a marcar os últimos dias de "liberdade" antes das restrições impostas pela Quaresma. Nesse período de penitência para os cristãos (durante os 40 dias antes da Páscoa), o consumo de carne era proibido. A variação da data do Carnaval no calendário se deve justamente à ligação direta com a Páscoa - que, no hemisfério sul, sempre acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono. Determinada a data do feriado cristão, basta retroceder 46 dias no calendário (40 da Quaresma mais seis da Semana Santa) para se chegar à Quarta-Feira de Cinzas. A comemoração do Carnaval adquiriu diferentes formas nos países católicos que mantiveram a celebração.  O que é certo é que a tradição se mantém e se comemora em vários países, aínda que de forma diferente.

Também os infantários, creches e escolinhas, organizam os seus desfiles e festas, que a pequenada adora. O carnaval é pois um apelo à alegria, à comemoração da vida, é uma forma de desanuviar e nos libertar-mos das tensões do dia-a-dia resultantes das exigências do mundo actual.
Deixo-vos aqui algumas imagens da festa de carnaval das crianças do infantário/creche de Gondim, na qual participam os meus dois pequenitos, o João Pedro e o Nuno Filipe.




31 Dezembro, 2011

Bom Ano de 2012

         A todos os meus amigos e visitantes , desejo a continuidade de Boas Festas e um BOM ANO 2012.
Que o novo Ano traga aos corações de todos nós a Felicidade e tudo o que precisamos em especial saúde.
Que os homens repensem, tudo o que está mal no nosso mundo, que um novo paradigma seja encontrado, no sentido de mais igualdade, melhor distribuição de recursos de forma a que o nosso mundo seja mais justo e melhor.

Beijinhos

Sãozita

07 Novembro, 2011

Aniversário do meu Luizinho

          Queridos amigos(as), apesar de primar pela ausência na blogosfera nos ultimos meses, por manifesta falta de tempo, não me esqueci das amizades algumas virtuais e outras que são reais, que aqui ganhei e que trago no meu coração. A todos o meu muito obrigado pelo carinho e atenção que sempre me dispensam. Hoje fui surpreendida, por esta linda homenagem da minha querida amiguinha Marilú para o meu anjinho que Deus levou com 4 aninhos e podem crer, que o aperto no coração foi enorme, a emoção me deixou muito feliz por sentir a amizade, a solidariedade e o calor humano, aínda que mediado pela tela de PC (notebook).



Por: Marilú  em 5 de Novembro de 2011


Meu querido pequenino,

Hoje é teu aniversário,

O céu está em festa...

Todos os amiguinhos vieram,

Tem balão de gás,tem massinha,

E um bolo lindo com sabor de mel,

E o teto todo enfeitado,

São as estrelas do céu.




L evo você sempre em meu coração,

U m ser de luz que a todos ilumina,

I nesquecível teu doce sorriso, meu lindo anjo,

Z elei por ti a cada instante,

I nspirava com o seu silencio a termos o desejo de estar em profunda oração,

N a sua face podemos dizer que você nos revelou os traços de Deus,

H oje lembramos de ti com muita saudade e gratidão,

O meu amor por ti será eterno, obrigada Luizinho por teres me escolhido para ser tua mãe,

mesmo pelo pouco tempo que estivestes entre nós. Te amo por toda a eternidade.

02 Outubro, 2011

Entre o ter alguma coisa e o não ter nada.

         Coisas se fazem de bom e bem, outras há que só complicam, e casos desses assistimos nós todos os dias, a burocracia e os empecilhos, sempre sujeitos aos escrutínios e arbitrariedades de alguns, são reveladores da apatia e ineficiência dos nossos serviços públicos. Assim sendo são por si e per si, a maioria das vezes perniciosos para todos nós! Vejamos pois um relato escrito numa missiva, de um dos nossos idosos, demonstra bem o excesso de zelo colocado pela autoridade para a fiscalização das actividades económicas - ASAE.

        "Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.

         Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.

         Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.

        Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.

         Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.

         Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.

         Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.

         Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

Publicado em DN.pt por João César Das Neves_11 de Julho 2011

30 Setembro, 2011

Parabéns Mumy

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E hoje 01 de Outubro, recebi da minha mammy do coração esta linda lembraça.
Obrigado Mariazita.




30-09-2011
  Querida Mariazita, aqui deixo este selinho, como lembrança da passagem de mais um aniversário. Que este seja mais um de muitos dias felizes, junto de todos que te amam.
 Mil beijinhos com muito carinho, desta tua filhota do coração.

 Sãozita

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